PITA FOGO BARRETOS

PITA FOGO BARRETOS

domingo, 17 de junho de 2012

Violeiros e cantadores dão o ritmo nas manhãs de domingo no Mercadão

 Fatima e Fernanda mostraram que tem talento na voz sertaneja
Marcio e Marcílio compromovaram em Barretos porque encantam os olimpienses

Cantorias de violeiros tem atraído um grande público nas manhãs de domingo no Mercadão Municipal. Uma caravana de Olimpia se apresentou hoje e arrancou aplausos da platéia.

sábado, 9 de junho de 2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Canção prá Luzia

A canção se fez ouvir
O ouvir se fez sonhar
O sonhar se fez sentir
O sentir se fez amar

O silêncio é uma procura
A procura é uma razão
A razão de uma vida pura
Quando toca o coração

O sorriso é uma verdade
Prá quem busca uma esperança
A esperança da realidade
Prá viver como criança

O olhar te fez sincera
Para quem procura a paz
Teu viver não é quimera
Na quietude és capaz

Tua vida é uma canção
Que Deus-poeta compôs
Pra menina, minha amiga
O meu verso se depôs...


Às 11 horas de 21 de fevereiro de 1977 escrevi esse poema para uma série de "rascunhos" que denominei "Pipoca". Tinha 22 anos na época. Hoje fiquei sabendo que a "musa inspiradora" partiu desta vida. Por isso lembrei da "canção" 35 anos depois de rabiscá-la. Muita coisa mudou com o tempo. Eu também.  E  neste dia em que minha amiga emudeceu, aqui por dentro envelheci...

domingo, 6 de maio de 2012

Cavalgada está virando rotina em Barretos

Reunir uma turma para passear a cavalo e aproveitar a ocasião para realizar ações beneficentes está se tornando rotina na cidade. Hoje, pela manhã, uma cavalgada chamou a atenção de barretenses e turistas.


domingo, 8 de janeiro de 2012

Há 68 anos irmãos Borges realizam festa em louvor a Santos Reis

Há 68 anos a Companhia de Reis dos Irmãos Borges realiza no dia 6 de janeiro uma das mais famosas Festas em louvor a Santos Reis. O evento acontece na fazenda Armour, regado a muita comida e música.


domingo, 9 de janeiro de 2011

Fervorosos devotos de Santos Reis mantém tradição no município de Barretos

Atores do GTAAB, interpretando José e Maria, abrem a procissão passando com a imagem do Menino Jesus em frente a Catedral do Divino Espírito Santo

A devoção a Santos Reis leva milhares de fiéis a capela que os tem como padroeiro. Neste sábado, foliões se apresentaram no presépio armado na Praça Francisco Barreto. Depois da louvação ao Menino Deus, atores do GTAAB - Grupo Teatro Amor a Arte de Barretos, interpretaram Maria, José e os Reis Magos, retirando a imagem de Jesus Criança, conduzindo em procissão até a capela na Praça Joel Waldo. Lá, mais cantorias, orações, pagamento de promessas e quermesse.
Bila Paixão é a última voz e Tatá Batista é a contra-tala na Companhia de Reis do Brejinho que louvou o presépio na Praça Francisco Barreto

Companhia de Reis Nossa Senhora Aparecida, da Vila Rios, cantou durante a procissão

Com o comando de Totó, Companhia de Reis da Cachoeira cumpriu devoção na capela de Santos Reis

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Salve os três reis santos!

A tradicional Companhia de Reis Santa Joaquina está cumprindo uma maratona de promessas, fazendo visitas em residências, louvações em presépios na cidade e na zona rural. A festa de chegada do grupo está programada para a tarde do dia 15 de janeiro, na Aspum.
É época de aceitar a bandeira de Santos Reis

Palhaço pede licença para a folia adentrar a casa

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boi soberano é invenção de Izaltino Paula

O sucesso sertanejo “Boi Soberano”, composto por Carreirinho, Izaltino Gonçalves de Paula e Pedro Lopes Oliveira, narra um transporte de boiada em que houve um estouro na entrada da manada em Barretos. Um animal salva o menino que brincava na rua, rebatendo com os chifres os bois que vinham passando, evitando assim que a criança fosse pisoteada.
Há alguns anos entrevistei  Izaltino Gonçalves de Paula, autor da letra, no Ponto de Pouso, no Parque do Peão. Ele me garantiu que o enredo da música era pura invenção, visto que na época que escreveu a letra de “Boi Soberano” nem conhecia Barretos. A primeira gravação foi em 1954, com Zé Carreiro e Carreirinho. Depois vieram outros, como Tião Carreiro e Pardinho. Izaltino foi relojoeiro em Tanabi/SP.

Tiao Carreiro e Pardinho -Boi Soberano

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pixiu: peão e cozinheiro bom de prosa

Um dos mais antigos cozinheiros das comitivas que transportavam gado pelo Brasil afora decidiu encerrar sua participação na queima-do-alho da Festa do Peão. O vencedor da competição culinária de 1995 diz que viu, contrariado, seu prêmio rateado entre os integrantes da comitiva. Passado o incidente, Pixiu, bem-humorado, gosta de lembrar e contar à nova geração “os bons tempos” em que conduzia boiada de fazenda em fazenda até chegar num frigorífico ou charqueada para o abate.
A vida dura da lida do estradão é considerada “folgada” por Pixiu. Acordar pela manhã, fazer um café bem forte para a peonada. Em seguida, arrear o cavalo, colocar o cargueiro no burrão e rumar na frente da boiada. Depois de um tempo de marcha, arranchar, retirar da broaca as panelas, talheres e outros utensílios para preparar o almoço. No cardápio, “Maria Isabel” (também conhecido como arroz de carreteiro), feijão tropeiro e carne assada. Para tirar a poeira da goela uma aguardente de engenho ou a legítima “Barra Grande” de Mato Grosso.
O tempo é curto. A peonada “fila a bóia”. O cozinheiro lava a tralha rapidamente e segue em frente rumo ao ponto de pouso a fim de preparar a janta. O tipo de serviço o mantém um pouco isolado dos companheiros. Não admite reclamações. O argumento é poderoso:
-- “Na estrada não temos tempo de fazer mamadeirinha prá neném, sopinha de macarrão para filhinho querido. Lá em Barretos, a mamãe tem tempo”.
E o reclamante tem que engolir a definição de “bóia”.
-- “Aqui chama-se come calado... e do que tem!...”
Dia destes, um sujeito foi até a residência de Pixiu, na Vila Marília, somente para conferir que em certa ocasião o cozinheiro havia esquecido o berrante num ponto de pouso. Provocado, a resposta foi imediata:
-- “Nunca aconteceu isso!”
Ainda irritado, veio o desabafo:
-- “Onde já se viu?!?...”
Porém, admite ter esquecido a trempe (fogão) “uma única vez...”
Segundo Pixiu, durou mais de 20 dias a viagem da comitiva de Sebastião Rodrigues que levou cerca de 1.200 cabeças até a fazenda na região do Anhembi, em São Paulo, cuja proprietária seria Dona Iaiá. Era 1946, início da carreira do cozinheiro. Tuca Preto fora o corretor da boiada. A volta, até Itirapina, acontecera a cavalo. De lá, até a terra de Chico Barreto, embarcaram no trem da antiga Companhia Paulista.
Assombração, lobisomem, mula-sem-cabeça, come-língua e “outros bichos” nunca foram vistos por Pixiu. Apesar de destemido e valente, era ressabiado com casa velha, preferindo arranchar no tempo, debaixo de uma árvore. Ao garantir que não tinha medo de nada, Pixiu recorda que em certa ocasião esteve numa fazenda de propriedade de Braz de Ávila, em Três Lagoas, MS. No interior da casa, ouvia um “zumzum”, semelhante ao barulho d’água de uma cachoeira. No entanto, no terreiro, não escutava nada.
Outro fato que considera estranho acontecia na antiga chácara da Dona Henriqueta (hoje, bairro da cidade com o nome da ex-proprietária das terras). De acordo com Pixiu, à noite, mesmo com lua clara, tanto no galpão como no terreiro ou no meio do cerrado, os cachorros acuavam e não se via coisa alguma.
-- “Acho que esses lugares eram assombrados”, afirma.
No meio da prosa, Pixiu, também metido a compositor, convida o cunhado Lazinho para um “show” particular. E a dupla caipira apresenta um cururu que retrata a vida do cozinheiro\;
“O meu nome é Laudelino
Natural fui batizado
Na cidade de Barretos
Fui nascido e fui criado.
O meu pai é sitiante
Mora meio arretirado
Foi um caboclo de gosto
E também muito estimado”.
E os versos se sucedem até o arremate:
“Fomos buscar uma boiada
Entre Franca e Batatais
Eram duas comitivas
E também dois capataz.
Agenor e Sebastião
Que prá contar eram os tais
Essa ficou na lembrança
Não esqueço nunca mais...”
Quando entrevistei Pixiu em 1997, ele estava beirando os 76 anos de idade. Agora já completou 89 anos. Nasceu na Fazenda Monte Alegre, em Barretos, sendo registrado Laudelino Marques de Castro. Casado com dona Leonor teve 10 filhos e muitos netos e bisnetos. Funcionário público aposentado, ex-cozinheiro de comitiva, viúvo, mora ainda hoje na rua 38, na Vila Marília.

Publicado originalmente no jornal O Diário, edição de 13 de agosto de 1997.